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Mostrando postagens de Outubro, 2010
O silêncio que fica sempre me atormenta. Penso então em como é difícil chegar até vocês, atingi-los. Afinal, a solidão de deixar-me ficar aqui dia após dia é compenetrantemente inútil. Sei disso e aceito, sabendo que será impossível atingi-los sem que eu seja a última opção.

Queria

Que me olhasse
Fundo
Que me entendesse
Raso
Que amasse
Muito
Qualquer besteira que
Faço

Sonha comigo
O sonho
Vive junto
Poesia
Nesse mundo
Medonho
Preenche uma vida
Vazia

[26 de março de 2010]

A vida é um vazio eterno, uma louca tentativa de viver novamente o que já passou. Antes de dar um passo é preciso saber que o mesmo passo nunca mais poderá ser dado, nem o mesmo caminho feito. Nem a mesma roupa, o mesmo cabelo, o mesmo jeito de andar, o mesmo humor, a mesma companhia. O mesmo estado de espírito, o mesmo dinheiro no bolso, os mesmos carros passando, o mesmo susto, a mesma música tocando. O mesmo suor no corpo, a mesma fome, o mesmo desejo, o mesmo sentimento, o mesmo lixo no chão, a mesma chuva caindo, a mesma lua no céu, o mesmo você.

Nunca mais agora será igual a qualquer outro instante.

Lançamento do Livro "Proibido Ler de Gravata"

No dia 28 de outubro (quinta-feira), às 19h30 na Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação será lançado o livro "Proibido Ler de Gravata". A antalogia reúne textos produzidos durante os encontros da Confraria de Escritores de Ficção Cinetífica. Entre os autores está Carlos Alberto Machado, um dos principais incentivadores de eventos de ficção cinentífica em Curitiba, como o JediCon, Star Trek, Steampunk, entre outros.

[29 de setembro de 2010]

Caminho estreita
Faço valer os juízos
Não para me obrigar
Mas para me permitir
Hoje, uma data qualquer
Nasce do nada e é
Hoje
A falta de tudo que sobra
Vazio sim, e mundano
Já poesia porque mais nada
Hoje
Sabe-se que dói
Porque ontem tudo estava bem
Na linha do beijo certeiro
Encontra o carinho
O encontro é compreensão
Alguém me tira da teoria
E me faz prática
E só me leia como sou